Diz a lenda, dizem os mais velhos: “a gente nasce, cresce, vive e morre”.
A merda de saber questionar conceitos é justamente brincar com esses “ditados”. Em qual conceito encaixar a sua vida hoje? Já parou pra pensar nisso?
Outro desses ditos, este mais ligado ao charlatanismo Cristianismo diz que a vida tem que ser sofrida, para depois valer a pena e ser recompensado com o tal “Reino dos Céus”. Nesse sentido, a viagem toda diz que toda essa lenga-lenga por aqui não passa de uma brincadeira do Todo-Poderoso, que nos testa diariamente. Nascemos fudidos imperfeitos, passamos a vida fazendo merda aprendendo para, quando finalmente nos encontrarmos, podermos morrer com a “missão cumprida”.
Missão que nunca saberemos se existe, qual é, tampouco se conseguimos cumprir. Não parece “meio” babaca utópico?
Aplico esse raciocínio em alguns momentos da minha vida. Cansei de questionar todos esses “ditos”, sobretudo suas aplicações práticas.
Às vezes, sentimos a vida numa plenitude. Não que não tenhamos mais nada pra fazer nela, nada para conquistar. Mas que, enfim, entendemos o significado de alguma coisa que nunca havíamos parado para pensar. Isso se chama “aprender”. Isso se chama “conquistar”. Será que depois de aprender isso, de sentir o gostinho do “porra, tô no caminho certo”, vem a morte?
Talvez a grande causa do sucesso (eterno, ironicamente…) da morte seja justamente esse: ninguém sabe a sua data. A dúvida sobre quanto tempo falta é do mesmo tamanho que a certeza de que ela virá. A merda questão é justamente essa: porque tanta gente deixa tudo pra depois? Porque não realizar, aprender, ser feliz AGORA?
Li, há tempos, uma frase que sempre levo em mente: “Vida é aquilo que passa enquanto estamos preocupados com coisas mais importantes”. Não sei quem falou isso, mas eu concordo.
Quantas vezes deixamos quem amamos esperando, porque o filho da puta do chefe pediu pra ficarmos mais “umas horinhas” no trabalho? Quantas vezes magoamos quem amamos, simplesmente porque havia outra coisa, que você hoje nem lembra exatamente qual, mas que era “mais importante” para se fazer?
Apesar dos devaneios, ops, depauleios, costumeiros, o motivo desse texto é justamente questionar um sentimento um tanto quanto estranho. Me sinto bem comigo, com quem me cerca, com o que me cerca. Tá, óbvio que faço coisas que eu não gosto. Que eu gostaria de chutar da minha vida há muito tempo, mas tenho que adiar esse chute. Mas, no geral, eu sinto que aprendi. Me sinto realizado. Será que isso quer dizer que estou perto da morte?
16 16UTC Março 16UTC 2009 às 6:56 pm |
Eu cheguei num ponto, há algumas semanas, que cheguei à grande conclusão que tinha conquistado uma série de sonhos da minha juventude.
Como vc disse, me sinto realizado.
Próximo da morte ou não, tanto faz.
O que interessa é que hoje a parte RUIM não é a maior parte do meu dia, da minha vida. Claro que ainda é uma parte presente, mas não é só ela, tem muito mais.