Recebi o comentário do amigo Zoltan Bergmann (do http://otrabucodeblumenau.blogspot.com), e sou obrigado a publicar, devido à análise um pouco mais aprofundada que ele fez sobre o meu post. Considero que ele tenha seguido a minha linha de raciocínio, e conseguiu traduzir em palavras com mais sucesso do que eu.
Reproduzo:
“A frase “Marçal é o Sarney de Blumenau” não me saiu da cabeça nestes dois dias; agora com tempo teço as considerações que me vieram à mente quando li, e gostei, desta frase.
Vamos primeiro comentar do Sarney: ele foi acusado de muitas coisas e levado ao conselho de ética do senado; e o Tarso Jereissati que abasteceu o avião particular? E o Tião Viana que deu o celular para a filha usar no passeio nos EUA? E o Artur Virgílio que pagou um assessor que estudava na Europa? e outros mais que não me recordo. Além disso o Sarney beneficiou seus parentes e sua fundação.
E o Marçal? Teve o problema com a van? Sim, teve. Mas e o outro vereador que tentou fugir de uma blitz de trânsito? E o outro que arrumou confusão com a guarda de trânsito nas imediações de uma igreja? O Marçal beneficiaria os passageiros da van que estava detida.
Tanto o Sarney como o Marçal tem a sua dose de culpa, mas a única coisa em comum entre os dois é a postura de seus pares que deveriam ter agido com igual rigor com os demais casos constatados.
É por isso que concordo que os vereadores blumenauenses não deveriam criticar os senadores.”
Amigo Zoltan, concordo plenamente contigo.
Entenda (e você também, leitor) que meu texto não tenta crucificar dois políticos, pontualmente, um no Senado Federal e outro na Câmara de Vereadores de Blumenau. Considero, sim, que não passam de “farinha do mesmo saco”, pra cair num lugar-comum.
Existem diferenças, até porque a importância e o quilate de seus cargos têm um penhasco de diferença. Os exemplos citados são perfeitos para mostrar que poderíamos estar comparando Tião Viana e Zeca Bombeiro, Arthur Virgílio e Fábio Fiedler, ou qualquer outra comparação. Respeitadas as escalas, não foge muito da regra.
Essa é a parte mais triste da história. Quando o sujo fala do mal lavado, entende-se. Não apoia-se, entenda bem. Mas, entende-se. Mas, quando todos estão metros e metros abaixo da merda lama, é complicado ver gente matracando contra o partido opositor. Não tenho qualquer apreço pela gestão local, tenho um pouco menos de aversão à gestão federal, mas entendo que esse meu comentário poderia muito bem ter seus exemplos invertidos, servindo até mesmo de argumento para o pessoal da direita local.
Enfim, é muito assunto ainda…
Escrito por pdepaulo
Escrito por pdepaulo